A campanha da Escócia na Copa do Mundo deixou Steve Clarke sob novo escrutínio, apesar de ter entregado ao país sua primeira vitória em um Mundial masculino desde 1990. Depois de terminar em terceiro em um grupo com Brasil e Marrocos, as esperanças de alcançar as fases eliminatórias dependem de resultados improváveis em outros lugares.
O contexto importa: Brasil e Marrocos estavam ambos entre as seis primeiras seleções no ranking da Fifa, o que fez dessa uma das chaves mais difíceis do torneio. A vitória por 1 a 0 sobre o Haiti deu à equipe de Clarke um momento histórico, mas as derrotas para Marrocos e Brasil trouxeram críticas sobre erros defensivos no início dos jogos e sobre se o time mostrou ambição suficiente nos momentos decisivos.
Ex-jogadores escoceses ouvidos na matéria dividiram o debate. Alguns questionaram as escolhas de escalação, as limitações no ataque e a defesa, mas também reconheceram que Clarke devolveu regularidade em torneios e união ao elenco. Outros argumentaram que somar três pontos em um grupo desse nível era um retorno realista e que a classificação para três das últimas quatro grandes competições continua sendo um avanço relevante.
Clarke já havia assinado uma extensão de contrato por quatro anos antes do torneio, e seu status como o treinador mais longevo da Escócia oferece à Scottish FA um argumento forte de continuidade. A pergunta mais difícil é se a mesma abordagem pode levar a Escócia além da classificação e de vitórias isoladas marcantes, para competir de forma consistente para além da fase de grupos.


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