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Futebol

A posição de Doku sobre o parto recoloca o futebol diante da licença familiar

Jeremy Doku quer estar presente no nascimento do primeiro filho, mesmo que isso signifique deixar a concentração da Bélgica na Copa do Mundo. A reação às críticas a essa posição reacendeu o debate sobre como o futebol trata jogadores que também são pais.

A posição de Doku sobre o parto recoloca o futebol diante da licença familiar
Crédito da imagem: bbc.com

Jeremy Doku disse que quer deixar a seleção da Bélgica para acompanhar o nascimento do primeiro filho, caso o momento coincida com a Copa do Mundo. O ponta do Manchester City recebeu apoio de diferentes nomes do futebol depois que uma crítica televisionada a esse desejo levou a pedidos de desculpas de L'Equipe e da apresentadora France Pierron.

A situação familiar de Doku pode coincidir com a fase mais avançada do torneio da Bélgica. Ele atuou no empate com o Egito e perdeu a partida contra o Irã por causa de doença, enquanto sua parceira deve dar à luz na segunda semana de julho.

A resposta ao caso também evidenciou uma lacuna mais ampla nas estruturas do futebol. As regras da FIFA trazem licença-maternidade definida para jogadoras, mas o futebol masculino não tem uma previsão específica equivalente para licença-paternidade, o que deixa as decisões a cargo de jogadores, federações e clubes caso a caso.

O apoio a Doku, vindo de nomes como Ollie Watkins, da Professional Footballers' Association e do Fatherhood Institute, aponta para uma mudança mais ampla de expectativa. A discussão já não se resume à disponibilidade para uma partida, mas a saber se o esporte de elite consegue abrir espaço para momentos familiares importantes sem tratá-los como distração.

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