Matheus Cunha virou uma peça importante do ataque do Brasil sob Carlo Ancelotti, segundo a análise de Lucas Leiva para a BBC Sport. Cunha marcou três gols no torneio e está sendo usado como um centroavante versátil, capaz tanto de concluir jogadas quanto de participar da construção.
Em vez de atuar como um nove fixo, Cunha recua para zonas mais baixas e obriga os marcadores a tomarem decisões difíceis. Esse movimento pode abrir espaço para Vinicius Jr e Rayan, além de dar a Cunha a chance de receber entre as linhas se os adversários não o acompanharem.
Leiva também destaca a mudança mais ampla de Ancelotti em direção à adaptação. O Brasil passou do 4-2-3-1 para o 4-3-3, com Casemiro recebendo mais apoio no meio-campo de Bruno Guimaraes e Lucas Paqueta, enquanto os laterais têm uma função mais contida do que em muitas equipes brasileiras do passado.
O cenário é animador, mas ainda está em desenvolvimento. O Brasil marcou sete gols e sofreu um até aqui, mas o Japão é descrito como um teste ofensivo mais fluido nas oitavas de final, o que torna o próximo jogo uma medida importante de até onde esse Brasil mais pragmático pode chegar.


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