A atuação de Jude Bellingham contra o Panamá deu à Inglaterra uma possível resposta para seu problema no ataque: levar a bola de seu meio-campista mais criativo até Harry Kane em áreas de maior valor. A parceria ajudou a transformar uma exibição lenta em algo com chances decisivas e gols.
O problema para a Inglaterra de Thomas Tuchel não tem sido o rendimento de Kane no geral. O capitão marcou 13 vezes nas 17 primeiras partidas de Tuchel no comando, enquanto nenhum colega de equipe passou de três gols, mas o serviço a ele em jogo corrido tinha sido limitado no início do torneio.
Os dados da Opta citados na fonte mostram como a linha de passe de Bellingham para Kane era rara antes do Panamá. Em 1.154 minutos compartilhados em grandes torneios, Bellingham havia criado apenas três chances para Kane, e a única combinação anterior entre os dois em gol por seleções principais tinha acontecido em um amistoso de 2023 em Hampden Park.
Contra o Panamá, isso mudou rapidamente. A Inglaterra havia produzido 0,54 xG nos primeiros 56 minutos antes de um passe em profundidade de Bellingham gerar a primeira grande chance do jogo, segundo a definição da Opta; pouco depois, ele ganhou um escanteio, marcou a partir dele e então deu a assistência para o segundo gol de Kane. A questão editorial agora é saber se Tuchel conseguirá tornar esse padrão repetível, especialmente diante de adversários que devem se fechar com linhas baixas.


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